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Domingo, 13 de Junho de 2010

FALECEU MONSENHOR MANUEL BASTOS


 

UM HOMEM QUE MARCOU O SÉCULO XX DE PENICHE

 


 

MONSENHOR MANUEL BASTOS

 

        Faleceu hoje, dia 12 de Junho de 2010, com 88 anos de idade e 62 de Sacerdócio, Monsenhor Manuel Bastos Rodrigues de Sousa. Nasceu a 5 de Maio de 1922 em Matadussos, freguesia e Paróquia de Esgueira, concelho de Aveiro, tendo sido ordenado sacerdote em 6 de Julho de 1947.

        A 14 de Setembro desse ano veio como Pároco para Peniche, paróquia pelo qual foi responsável até Setembro de 2008.

       Ao longo da sua vida sacerdotal exerceu as seguintes funções:

- capelão da Cadeia do Forte de Peniche (de Outubro de 1955 a Março de 1976);

-         capelão do Porto de Pesca de Peniche;

-         professor de Religião e Moral;

-         pároco de Vau, Amoreira, Olho Marinho e Serra d'EI Rei (temporariamente, por diversas ocasiões);

-         vigário da vara de Lourinhã e Peniche (de Janeiro de 1971 a Outubro de 1993).

-         membro da Comissão Nacional de Justiça e Paz.

-         membro do Conselho Presbiteral

-         grande impulsionador do Stella Maris (Apostolado do Mar)

      A 19 de Junho de 1981 foi nomeado Monsenhor. Ao longo dos sessenta e dois anos em que foi Pároco de Peniche marcou profundamente o panorama social da cidade, ultrapassando claramente as responsabilidades meramente religiosas, inerentes à função.

     Sempre na vanguarda, a actividade do Pe. Bastos multiplicou-se em muitos outros actos pastorais (conversas, cartas, viagens, etc.) e concretizou-se nos diversos Organismos, Movimentos e Serviços da paróquia.

      Faleceu, com 88 anos de idade e 62 de sacerdócio, o Monsenhor Manuel Bastos Rodrigues de Sousa, membro do Clero do Patriarcado.

 


MILHARES DE PESSOAS NA DESPEDIDA A MONSENHOR BASTOS 

 

CARDEAL PATRIARCA DE LISBOA PRESIDIU ÀS EXÉQUIAS

 

            O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, presidiu no passado dia 13, no Pavilhão Polivalente do Lar de Santa Maria de Peniche às exéquias de Monsenhor Manuel Bastos. Milhares de pessoas assistiram à cerimónia, despedindo-se deste pároco emérito da Paróquia de Peniche com 62 anos de sacerdócio.

            Monsenhor Manuel Bastos Rodrigues de Sousa, faleceu na madrugada de 12 de Junho, com 88 anos de idade, depois de um período de convalescença no Lar de Santa Maria, local onde fixou residência depois da morte de seu pai. O corpo do pároco esteve em câmara ardente nos dias 12 e 13 na Igreja de São Pedro, em Peniche, tendo sido transladado, ao final da manhã de 13 de Junho para o Pavilhão Polivalente de Peniche, um equipamento desportivo da cidade mandado construir por si na década de 60 e onde decorreram as cerimónias fúnebres. Milhares de pessoas encheram o pavilhão para o último adeus a este sacerdote carinhosamente tratado por muitos paroquianos por o “Senhor Prior”.

            Na homilia, o Cardeal Patriarca de Lisboa considerou Monsenhor Bastos como “um sacerdote que pode ser modelo para todos nós no amor a Deus” afirmando ainda que o pároco é “uma testemunha do amor a Cristo”, enfatizando assim “o amor e a fé” que o caracterizou ao longo da sua vida.

            Dezenas de sacerdotes, entidades oficiais e milhares de cidadãos anónimos participaram nas exéquias, seguindo depois em cortejo até ao cemitério de Peniche (Cemitério de Sant’Ana) onde foi sepultado no mesmo talhão onde se encontram seus pais, tal como era de sua vontade manifestada em vida.

            Figura incontornável da história de Peniche, na hora da despedida, responsáveis da Igreja Católica sublinharam a sua “generosidade” bem como a vasta obra que deixou à comunidade que serviu durante mais de seis décadas. D. Tomás da Silva Nunes, Bispo Auxiliar de Lisboa, em declarações à Rádio Renascença, afirmou que Monsenhor Bastos foi “um homem completamente desprendido de si próprio e de uma generosidade que a todos nos interpela”, destacando assim o espírito de servir deste pároco exemplar.

 


 


 

Homenagem emigrante ao Mons. Bastos

Ausentes, nós vamos lá estar
Comunidades emigrantes unem-se ao “até sempre” a Mons. Manuel Bastos 

P. Rui Pedro, missionário

     Hoje não vamos poder lá  estar! Mais uma vez, a distância aproxima-nos, irmana-nos misteriosamente na mesma fé e comunhão em Cristo.

     Continuaremos a ter-te lado-a-lado no nosso atribulado caminhar pelo mundo em demanda de um pão mais justo e trabalho digno. Contigo, o nosso peregrinar foi sempre mais sereno e acompanhado por um Deus que liberta e encoraja a prosseguir não obstante o fracasso e pecado.

     Foste farol seguro em noites de temporal! 

    Todos os anos nos visitastes nas Américas, Europa e Austrália como fiéis de pleno direito da tua paróquia. Éramos a diáspora sempre presente nos teus projectos pastorais, homilias, discursos, procissões, reuniões e numerosas obras sociais. Obrigado pelo carinho com que sempre falavas de nós!

     Visitaste-nos, como um pai, para falar de ousados projectos de solidariedade para pobres, órfãos e idosos; vieste até nós para partilhar inquietações missionárias de sacerdote preocupado com a vivência da fé em terra estrangeira; abandonavas a paróquia para manifestar, aos mais afastados da Igreja e Pátria, o amor divino que brotava do teu coração de pastor pobre, humilde, teimoso e utópico.

     Guardador de rebanhos que procuravas todos, especialmente aqueles mais tresmalhados pela emigração a que fomos forçados por causa de, nem o nosso mar, nem a nossa terra, nos matar a fome de dignidade.  

     A cidade de Peniche, a terra e o mar, vai hoje parar - como se deve fazer a todos aqueles e aquelas que dão exemplarmente a vida pelos outros, pelos feridos da vida – para contemplar a missão e homenagear a vocação de um dos homens mais incontornáveis e decisivos da sua história religiosa, social, cultural e política: Mons. Manuel Bastos Rodrigues de Sousa. 

     Homem do mar sempre fiel à  classe trabalhadora e suas lutas, profeta invulgar de uma igreja totalmente mergulhada na vida do povo, discípulo terno de um Deus que ama os pobres e, com eles, apressa a vinda do Reino, capelão de homens e mulheres honestos de todos os regimes políticos e partidos, militante que sonhava o desporto como escola única de educação para valores e saúde, amigo fiel que a ninguém deixada sem postal de aniversário ou agradecimento, padrinho de afilhados sem beira e sem conta (entre os quais me incluo também eu !), educador criativo sobre a força da tradição para identidade de uma comunidade, apóstolo da reconciliação entre partes desavindas, cooperador universal com todas as pessoas, grupos e crenças que tivessem como prioridade a dignidade humana e a caridade na verdade, grande defensor da liberdade de ensino e dos direitos dos migrantes de todas as latitudes. Grande divulgador da vida e exemplo de outros penichenses ilustres e homens fiéis ao Evangelho, como o Servo de Deus, D. António Ferreira Viçoso, que desejava ver beatificado pela Igreja. 

Um sacerdote exemplar

     Boa viagem, mestre de vida liberta, amigo dos emigrantes e meu mestre da arte sacerdotal! Ser padre requer arte, jeito e utopia. É esta herança que, ao findar do Ano sacerdotal, deixas aos cinco padres que silenciosamente geraste na fé, fruto do teu sacerdócio missionário e feliz! 

     Continua a interceder por todos os que sonhamos um mundo mais justo e solidário e trabalhamos incansavelmente, como tu, por uma Igreja que a todos incluí procurando aqueles de nós que andamos longe, perdidos no mar da vida! 

     Despeço-me com as mesmas tuas palavras, com as quais nos despedimos há dias, quando te visitei no teu leito de sofrimento e altar de entrega serena: “Até sempre, na casa de Deus!” 

 


publicado por mispeniche às 00:13
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